domingo, 16 de março de 2014

CADEIAS E TEIAS ALIMENTARES



CADEIAS E TEIAS ALIMENTARES

No mundo vivo, cada forma de vida é alimento para outra. As cadeias e teias alimentares mostram como o alimento e a energia fluem entre as espécies.

CADEIA ALIMENTAR
Trilha de alimento que conecta uma espécie com a outra.
A cadeia alimentar é uma trilha ou sequência de alimentos que relaciona espécies diferentes em uma comunidade. Numa cadeia alimentar, a energia e os nutrientes passam de um organismo para outro. As cadeias alimentares raramente contêm mais de seis espécies, pois a quantidade de energia transferida diminui a cada etapa, ou nível trófico. As cadeias maiores geralmente se referem a animais aquáticos.

TEIA ALIMENTAR
Conjunto de cadeias alimentares.
Uma comunidade de seres vivos pode conter centenas ou mesmo milhares de espécies. Cada espécie participa em geral de diferentes cadeias alimentares. Elas se interligam para formar uma grande rede, chamada teia alimentar. Mesmo em um pequeno ecossistema como um aquário, as teias alimentares podem ser extremamente complicadas.

Fonte: Dicionário Temático de Biologia, autor David Burnie, primeira edição, 1997, editora Scipione, página 172.



 

Como as plantas se alimentam.



FOTOSSÍNTESE

As plantas podem produzir seu próprio alimento. Elas captam a energia luminosa do Sol com as folhas e transformam substâncias simples em alimento. Esse processo é chamado fotossíntese. A fotossíntese é de suma importância para a vida na Terra, pois supre de alimento, direta ou indiretamente, a maioria dos seres vivos.

Processo que transforma a energia luminosa em energia química.

Fotossíntese significa “produção através da luz”, que ocorre nos cloroplastos (um tipo organela citoplasmática) das células vegetais. Na fotossíntese, a planta usa a energia da luz para uma série de reações químicas. Produz substâncias energéticas, como a glicose, a partir de moléculas de gás carbônico e água. A glicose contém energia nas suas ligações que a planta usa como combustível. O oxigênio é um subproduto do processo. A glicose pode ser convertida em amido, reserva energética, ou em celulose, que forma a parede celular.

É importante salientar que algumas formas de bactérias também produzem seu alimento através da fotossíntese. As bactérias verdes (clorófitas) e as bactérias púrpuras realizam um tipo de fotossíntese que não produz oxigênio. As cianofíceas (algas azuis) fazem a fotossíntese de modo parecido ao das plantas. 

Fonte: Dicionário Temático de Biologia, autor David Burnie, primeira edição, 1997, editora Scipione, páginas 84 e 85, (com alterações). 




 

sábado, 15 de março de 2014

AQUECIMENTO GLOBAL

AQUECIMENTO GLOBAL

O aquecimento global é uma consequência das alterações climáticas ocorridas no planeta. Diversas pesquisas confirmam o aumento da temperatura média global. Conforme cientistas do Painel Intergovernamental em Mudança do Clima (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), o século XX foi o mais quente dos últimos cinco, com aumento de temperatura média entre 0,3°C e 0,6°C. Esse aumento pode parecer insignificante, mas é suficiente para modificar todo clima de uma região e afetar profundamente a biodiversidade, desencadeando vários desastres ambientais.

As principais atribuições para o aquecimento global são relacionadas às ações humanas, que energizam o efeito de estufa através do aumento na queima de gases de combustíveis fósseis, como carvão mineral, petróleo  e gás natural. A queima desses referidos produtos, produz gases como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), que detêm o calor originário das radiações solares, como se funcionassem como uma estufa de plantas, esse processo causa o aumento da temperatura. Outros fatores que contribuem de forma expressiva para as alterações climáticas são os desmatamentos e a constante impermeabilização do solo, como asfalto, calçadas e concreto nos quintais das residências.

O desgelo de calotas polares, em cordilheiras e icebergs está acelerando, devido o aquecimento global. Isso é um sério problema pois aumenta o nível de oceanos que invade a costa, diminuindo praias, desaparecendo com ilhas, etc.

Os principais emissores dos gases do efeito estufa são: China, EUA, Rússia, Índia, Brasil, Japão, Alemanha, Canadá, Reino Unido e Coreia do Sul. E em busca de alternativas para minimizar o aquecimento global, 162 países, em 1997, assinaram o Protocolo de Kyoto.  Conforme o documento, as nações desenvolvidas comprometeram-se a reduzir suas emissões de gases que provoca o efeito estufa, em pelo menos 5% em relação aos níveis de 1990. Essa meta teria que ser cumprida entre os anos de 2008 e 2012. Porém, vários países não fizeram nenhum esforço para que a meta fosse atingida, principalmente os EUA. 

Fonte: Caderno Educacional: Ciências Material de Apoio. Manual do Professor. Secretaria de Estado da Educação. Governo de Goiás. Pág. 26 e 27. (com alterações).    

 


EFEITO ESTUFA


EFEITO ESTUFA




Por Tereza Mendes

       Efeito estufa  é um fenômeno natural de aquecimento térmico da Terra. É imprescindível para manter a temperatura do planeta em condições ideais de sobrevivência. Sem ele, a Terra seria muito fria, dificultando o desenvolvimento das espécies.
           Acontece da seguinte forma: os raios provenientes do Sol, ao serem emitidos à Terra, têm dois destinos. Parte deles é absorvida, e transformada em calor, mantendo o planeta quente, enquanto outra parte é refletida e direcionados ao espaço, como radiação infravermelha. Ou seja: cerca de 35% da radiação é refletida de volta para o espaço, enquanto os outros 65% ficam retidos na superfície do planeta. Isso por causa da ação refletora de uma camada de gases que a Terra tem, os gases estufa. Eles agem como isolantes por absorver uma parte da energia irradiada e são capazes de reter o calor do Sol na atmosfera, formando uma espécie de cobertor em torno do planeta, impedindo que ele escape de volta para o espaço.
 
Esquema de funcionamento do Efeito Estufa na atmosfera terrestre.

              Nas ultimas décadas, contudo, a concentração natural desses gases isolantes tem sido aumentada demasiadamente pela ação do homem, como a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a ação das indústrias, aumentando a poluição do ar. O excesso dessa camada está fazendo que parte desses raios não consigam voltar para o espaço, provocando uma elevação na temperatura de todo o planeta, o aquecimento global. Por isso, o nome estufa é usado para descrevê-lo.
         Uma estufa é um lugar úmido, abafado, semelhante a uma sauna, usado para guardar plantas em desenvolvimento e que precisam de calor e umidade. Os Gases do Efeito Estufa (GEEs), misturando-se à atmosfera, comportam-se como uma estufa, retendo o calor solar próximo à superfície terrestre.

Gases do Efeito Estufa

Os principais gases que provocam esse fenômeno são:
  • dióxido de carbono (CO2);
  • óxido nitroso (N2O);
  • metano (CH4);
  • cloro-fluor-carboneto (CFC);
          São oriundos, principalmente, da queima de combustíveis fósseis e o desmatamento. Em excesso, o efeito estufa causa um superaquecimento, provocando consequências desastrosas, como o derretimento de parte das calotas polares; mudanças climáticas; elevação do nível dos oceanos; maior incidência de fenômenos como furacões, tufões, ciclones, tsunamis; secas; extinção de espécies; destruição de ecossistemas e ondas de calor.
         Visando diminuir as emissões dos GEEs, a Organização das Nações Unidas (ONU) convocou vários países para assinar um tratado, em 1997, denominado "Protocolo de Kyoto", na ocasião da Rio-92 ou Eco-92. O acordo determina que os países industrializados diminuam entre 2008 a 2012 suas emissões de gases poluentes a um nível 5,2% menor que a média de 1990. Os Estados Unidos, o país que mais contribui para esses danos ambientais, o maior poluente do planeta, porém, não assinou o documento.
       O Brasil está em 4º lugar no ranking dos países que mais emitem gases de efeito estufa na atmosfera. A maior contribuição brasileira fica por conta dos desmatamentos 

Fonte: http://www.infoescola.com/geografia/efeito-estufa/
(com alterações)

segunda-feira, 10 de março de 2014

A HIPÓTESE HETEROTRÓFICA



A HIPÓTESE HETEROTRÓFICA

Para um ser vivo realizar suas funções e se reproduzir precisa de energia. Essa energia é obtida por meio dos alimentos.
Os primeiros seres vivos eram estruturas unicelulares simples, viviam em ambientes aquáticos, cercados por matéria orgânica (mares e oceanos primitivos) e incorporavam essa matéria orgânica para produção de energia. Seriam portanto seres heterotróficos (incapazes de produzir seus próprios alimentos).
Nas condições atuais da Terra, a transformação dos alimentos em energia ocorre graças às reações com o oxigênio. Supondo que o oxigênio não fazia parte da atmosfera e de mares primitivos, os primeiros seres vivos conseguiam energia por meio de um processo anaeróbico (fermentação).
Esses organismos anaeróbicos ou fermentadores reproduziam-se continuadamente, provocando escassez de matéria orgânica. Algumas mutações podem ter acontecido, permitindo a alguns seres utilizar a energia solar como fonte de energia. Surgiram assim os primeiros seres autótrofos fotossintetizantes (capazes de produzir seu próprio alimento ou energia) por meio da matéria inorgânica: (água, sais minerais e luz).
No processo da fotossíntese ocorreu a liberação de gás oxigênio (O2) para a atmosfera, e com a presença desse gás surgiu a respiração aeróbica.
A conclusão da hipótese heterotrófica é de que ocorreu primeiramente a fermentação, em seguida a fotossíntese e posteriormente a respiração.

BOSCHILIA,CLEUSA. Minimanual Compacto de Biologia: Teoria e prática. 1ª Ed. Editora Rideel, 2001. Pag.07



EXPERIÊNCIA DE STANLEY L. MILLER



EXPERIÊNCIA DE STANLEY L. MILLER

Utilizando um aparelho formado por um sistema de vidros, Miller misturou os elementos químicos NH3, CH4, H2 e H20, simulando a atmosfera primitiva. Com a ação de descargas elétricas, simulou os raios que provavelmente atingiram a Terra primitiva. No fim da experiência, verificou que a mistura continha moléculas orgânicas, entre elas aminoácidos, substâncias que formam as proteínas. Essa experiência reforçou assim a hipótese gradual dos sistemas químicos de Oparin e Haldane.

BOSCHILIA,CLEUSA. Minimanual Compacto de Biologia: Teoria e prática. 1ª Ed. Editora Rideel, 2001. Pag.07